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Monólogo teatral, filmes, diálogo e café: as dicas de Patrícia Carvão

Inserido em 17 de outubro de 2025
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Trago hoje a dica de um monólogo que eu assisti no Teatro Poeira, em Botafogo, e gostei bastante: “O Motociclista no Globo da Morte”, com o ator Eduardo Moscovis. O texto apresenta a história de Antônio, um matemático, personagem que poderia representar qualquer um de nós que, numa tarde de um dia qualquer, assiste a um ato de extrema violência enquanto almoçava tranquilamente em um bar. 

A partir deste fato, que muda a vida do personagem para sempre, e enquanto conta ao público com riqueza de detalhes o que aconteceu, o ator reflete acerca da própria essência da natureza humana. Diante das múltiplas formas de violência que nos deparamos em sociedade, seria possível para nós, combater essa violência ou de alguma forma somos levados a replicá-la? Somos naturalmente bons ou ruins?

O monólogo teve a sua temporada prorrogada e irá agradar a quem gosta deste estilo teatral.

Já assistiu “Caramelo” na Netflix? Não é um filme infantil! Pelo contrário. No estilo sessão da tarde para adultos, o filme tem a sua narrativa construída, em verdade, sobre sentimentos universais como amizade, sinceridade, lealdade e amor. Um prato cheio para agradar! A história gira em torno de Pedro (interpretado por Rafael Vitti), um jovem chef de cozinha que está prestes a realizar o sonho de abrir seu próprio restaurante. Sua vida muda ao encontrar Amendoim, um cachorro caramelo que vivia nas ruas. A conexão entre os dois se torna mais intensa a cada dia, e se aprofunda quando Pedro recebe um diagnóstico grave. Amendoim terá um papel importante para o dono, ajudando-o a se estabilizar emocionalmente e dando-lhe carinho e afeto nessa jornada de autoconhecimento e busca pela cura.

O filme é uma graça e absolutamente imperdível para quem gosta de cachorros!! É super bem feito!

No cinema assisti ao filme mais recente da Julia Roberts: “Depois da Caçada”. No filme, ela interpreta Alma, uma professora de filosofia em Yale que se depara com uma acusação de assédio feita por sua orientanda (uma mulher negra) contra um de seus colegas de profissão. O professor em questão é um grande amigo da outra docente, e afirma que a acusação é falsa, feita para acobertar o fato de que a aluna plagiou um trabalho. Professor e aluna não conseguem concordar em quase nada de suas versões da fatídica noite, e deixam seus colegas (e, por consequência, o público) divididos. Em quem acreditar?

O filme é interessante, traz para o debate temas importantes que estão presentes na sociedade atual, como a cultura do cancelamento, o valor da palavra da vítima nos crimes sexuais, dentre outras pautas. Há boas interpretações, mas achei o roteiro um pouco confuso. Penso que a intenção do filme talvez seja justamente essa: chamar as pessoas para dialogarem. Sem dúvida é daqueles filmes para assistir e debater o final tomando um café após o término da sessão.

Até a próxima coluna!