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Guia prático: como saber se seu celular foi hackeado e o que fazer

Inserido em 6 de outubro de 2025
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O artigo dessa quinzena toca em um ponto de extrema relevância em nossas vidas: como proteger nosso smartphone. O celular guarda todo tipo de conteúdo: fotos, mensagens, contas de banco, redes sociais, documentos e até informações de trabalho. Justamente por isso, ele se tornou alvo preferido de criminosos digitais.

Saber identificar sinais de invasão e agir rapidamente pode evitar prejuízos financeiros e proteger sua privacidade.

Ter o celular hackeado significa que alguém conseguiu acessar suas informações sem permissão. Isso pode acontecer de várias formas, em que se destacam três:

– Ataques pela internet (em redes Wi-Fi abertas, links falsos ou aplicativos maliciosos);

– Vulnerabilidades do sistema que não foi atualizado;

– Acesso físico ao aparelho, em casos de roubo ou perda.

E atenção: tanto celulares Android quanto iPhones podem ser invadidos, é uma falácia a informação de que os iPhones são invioláveis. Fique atento a mudanças no comportamento do aparelho:

– Bateria acabando rápido demais sem motivo aparente;

– Celular lento, travando ou reiniciando sozinho;

– Mensagens estranhas como pedidos de redefinição de senha em e-mails e redes sociais;

– Chamadas e SMS desconhecidos feitos a partir do seu número;

– Movimentações financeiras suspeitas.

Se o seu celular foi hackeado instale imediatamente um antivírus para identificar e remover programas maliciosos. Convém trocar todas suas senhas imediatamente: de bancos e aplicativos financeiros; de e-mails; Apple ID ou Google; das redes sociais; da tela de bloqueio do próprio celular.

Fique atento às dicas a seguir para se proteger no dia a dia: 

– Verifique sua conta bancária e cartões: se notar compras ou transferências estranhas, fale com o banco para bloquear e contestar as operações; 

– Para se proteger faça download de aplicativos (APPs) apenas das lojas oficiais (Google Play ou APP Store); 

– Nunca desbloqueie o sistema (root ou jailbreak), pois isso deixa o celular mais vulnerável; 

– Use senhas fortes e diferentes para cada serviço, considere a utilização de um banco de senhas ou gerenciador de senhas e nunca as salve no celular; 

– Apague regularmente histórico, cookies e cache do navegador; 

– Ative recursos de rastreamento e bloqueio remoto, como “Buscar iPhone” ou “Encontrar meu dispositivo” no Android; 

– Mantenha o sistema e os APPs sempre atualizados; 

– Ative a autenticação em dois fatores (2FA): de preferência com aplicativo autenticador ou biometria (digital ou facial); 

– Evite redes Wi-Fi públicas: se precisar usar, conecte-se por meio de uma VPN; 

E a dica mais importante: leia nossa coluna quinzenal e lembre-se de que a prevenção é sempre menos custosa do que o problema. Com esses cuidados simples, você reduz bastante as chances de ter seu celular hackeado.

 

Allan Julianelli é gerente de TI da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro desde 1998 e policial civil do Estado do Rio de Janeiro desde 2002.

allan.julianelli@amperj.org