O artigo dessa quinzena toca em um ponto de extrema relevância em nossas vidas: como proteger nosso smartphone. O celular guarda todo tipo de conteúdo: fotos, mensagens, contas de banco, redes sociais, documentos e até informações de trabalho. Justamente por isso, ele se tornou alvo preferido de criminosos digitais.
Saber identificar sinais de invasão e agir rapidamente pode evitar prejuízos financeiros e proteger sua privacidade.
Ter o celular hackeado significa que alguém conseguiu acessar suas informações sem permissão. Isso pode acontecer de várias formas, em que se destacam três:
– Ataques pela internet (em redes Wi-Fi abertas, links falsos ou aplicativos maliciosos);
– Vulnerabilidades do sistema que não foi atualizado;
– Acesso físico ao aparelho, em casos de roubo ou perda.
E atenção: tanto celulares Android quanto iPhones podem ser invadidos, é uma falácia a informação de que os iPhones são invioláveis. Fique atento a mudanças no comportamento do aparelho:
– Bateria acabando rápido demais sem motivo aparente;
– Celular lento, travando ou reiniciando sozinho;
– Mensagens estranhas como pedidos de redefinição de senha em e-mails e redes sociais;
– Chamadas e SMS desconhecidos feitos a partir do seu número;
– Movimentações financeiras suspeitas.
Se o seu celular foi hackeado instale imediatamente um antivírus para identificar e remover programas maliciosos. Convém trocar todas suas senhas imediatamente: de bancos e aplicativos financeiros; de e-mails; Apple ID ou Google; das redes sociais; da tela de bloqueio do próprio celular.
Fique atento às dicas a seguir para se proteger no dia a dia:
– Verifique sua conta bancária e cartões: se notar compras ou transferências estranhas, fale com o banco para bloquear e contestar as operações;
– Para se proteger faça download de aplicativos (APPs) apenas das lojas oficiais (Google Play ou APP Store);
– Nunca desbloqueie o sistema (root ou jailbreak), pois isso deixa o celular mais vulnerável;
– Use senhas fortes e diferentes para cada serviço, considere a utilização de um banco de senhas ou gerenciador de senhas e nunca as salve no celular;
– Apague regularmente histórico, cookies e cache do navegador;
– Ative recursos de rastreamento e bloqueio remoto, como “Buscar iPhone” ou “Encontrar meu dispositivo” no Android;
– Mantenha o sistema e os APPs sempre atualizados;
– Ative a autenticação em dois fatores (2FA): de preferência com aplicativo autenticador ou biometria (digital ou facial);
– Evite redes Wi-Fi públicas: se precisar usar, conecte-se por meio de uma VPN;
E a dica mais importante: leia nossa coluna quinzenal e lembre-se de que a prevenção é sempre menos custosa do que o problema. Com esses cuidados simples, você reduz bastante as chances de ter seu celular hackeado.
Allan Julianelli é gerente de TI da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro desde 1998 e policial civil do Estado do Rio de Janeiro desde 2002.
allan.julianelli@amperj.org