A aula desta quarta-feira (3) do Curso de Filosofia da Amperj vai discutir a importância do corpo, da dor e do prazer para a obra de Michel de Montaigne. Distante da tradição filosófica mais abstrata de Platão, o pensador francês do Século 16 propõe uma reflexão sobre a centralidade do corpo físico para a existência humana. O tema foi especialmente caro para Montaigne, que sofria de uma doença renal grave.
De acordo com o professor Silvério Ortiz, Montaigne mergulhou na própria experiência com a enfermidade como ponto de partida para pensar o sentido da vida humana, antecipando discussões aprofundadas por Nietzsche. Essa perspectiva demonstra um pioneirismo importante: em vez de se restringir ao campo metafísico, o pensador abriu caminho para que questões concretas e sensíveis fossem incorporadas ao debate filosófico. “Ele utilizava o corpo como instrumento de reflexão sobre a condição humana”, destacou Silvério.
O Curso de Filosofia da Amperj é um espaço criado pela atual gestão para que os associados possam compartilhar reflexões profundas e conhecimento. As aulas são às quartas-feiras, a partir das 19h. O link para participar é enviado por WhatsApp no dia do encontro.