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Entrevista com Leila Machado, candidata a procuradora-geral de Justiça

Inserido em 25 de novembro de 2024
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Com objetivo de contribuir para um voto informado e consciente de seus associados na eleição para a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro, marcada para 2 de dezembro, a Revista da Amperj entrevistou os dois candidatos ao cargo para conhecer suas visões e propostas para o comando do MPRJ. Confira a entrevista da procuradora Leila Machado Costa.

Revista da Amperj: Por que a sra. quer ser procuradora-geral?

Leila Machado: A resposta corresponde a todo o contexto explicitado no meu discurso ao longo dos 17 anos de caminhada na política institucional. Destaco, contudo, dois pontos importantes: contribuir com o meu conhecimento acumulado nas áreas de política social, gestão pública e liderança, aspectos essenciais, na contemporaneidade, para o bom desempenho do cargo de PGJ; e introduzir um modelo de representação e gestão que prime pela solidificação da imagem do MPRJ, a partir de uma atuação mais estratégica e efetiva voltada ao atendimento dos anseios da sociedade – de modo a impactar as realidades adversas, aprimorando, para tanto, as políticas institucionais.

R.A.: Quais são suas propostas para a PGJ?

L.M.: As propostas macroinstitucionais estão sendo apresentadas aos colegas nos encontros de campanha, bem como foram, de forma resumida, expostas em uma postagem específica. Dentre tantas de grande importância, cito: zelar pela imagem institucional; fortalecer o protagonismo institucional; primar por um bom relacionamento com as instituições, em especial com o CNMP, Tribunais Superiores, Congresso, Governo Estadual, TJRJ, Alerj, incluindo o TCE, e, principalmente, com a sociedade; fortalecer os órgãos de execução com o restabelecimento e aprimoramento das estruturas de auxílio, técnicas e de apoio; implementar um modelo de gestão ágil, transparente, estratégica, democrática e descentralizada; ter permanente atenção à defesa das prerrogativas ministeriais etc.

R.A.: Por que os colegas devem votar na sra.?

L.M.: Hoje, com 35 anos de MPRJ e tendo superado inúmeros desafios, encontro-me, mais do nunca, pronta para assumir a PGJ e estimulada a perseguir o ideal institucional de formarmos lideranças democráticas, independentes e qualificadas. Minha trajetória de luta institucional é consistente na busca da construção dessa consciência. A par disso, reputo que as minhas principais atuações na área-meio (vide trajetória institucional já enviada à classe), incluídas aquelas de âmbito estadual e nacional, aliadas às capacitações em gestão, conferem-me uma larga experiência política, jurídica e administrativa. Por fim, porém não menos importante, não posso deixar de destacar a relevância da minha permanência em órgãos de execução, o que me permite experimentar, não só a realização profissional, mas também verificar os nós críticos vivenciados no front.

R.A.: Quais são os principais desafios do MP no futuro próximo?

L.M.: Como dito na eleição passada, o enfrentamento das questões sociais mais aflitivas são os principais desafios institucionais que precisam ser enfrentados. O Estado do Rio de Janeiro permanece em regime de recuperação fiscal e o Ministério Público deve ser proativo na fiscalização da gestão estatal; a macrocriminalidade cresce e precisa ser combatida com qualificação; o combate à corrupção em todas as áreas de política pública também é ponto fundamental, dentre outros. Por tudo isso, é importante que o MP busque, cada vez mais, a efetividade no cumprimento de suas funções, mediante o alcance da visão de futuro determinada pela classe no Plano Estratégico, qual seja, “consolidar a atuação institucional integrada, resolutiva e proativa, de forma inovadora e transparente, conectada à sociedade”.

R.A.: A sra. se compromete com a escolha do mais votado para PGJ?

L.M.: Sim, como sempre o fiz. Aproveito para sugerir que, desta feita, a iniciativa parta da própria Amperj com a apresentação a ambos os candidatos de um documento único que explicite, de forma clara, como tal compromisso deverá ser realizado, a exemplo do documento apresentado pelos colegas da Tutela da Capital na campanha de 2020, cujo teor incluiu como formas de apoio ao mais votado: a desistência de figurar na lista; a oficialização de não aceitação perante o governo e a renúncia no caso de nomeação.

Clique aqui para acessar a entrevista de Antonio José Campos Moreira.