As promotoras de Justiça Patricia Pimentel e Simone Sibilio debateram os métodos legais mais adequados para enfrentar o feminicídio no programa online Amperj Debates, nesta segunda-feira (5). Em pouco mais de uma hora de conversa, elas defenderam uma conduta acolhedora dos promotores em relação às vítimas e suas famílias.
Leia mais: Lançado em Sergipe, ‘Conamp pelo Brasil’ ouvirá associados de todo o país
Convênio Amperj/UFF recebe artigos para publicação até 16 de agosto
Para Patricia, é fundamental pensar em formas de reparação das vítimas, sejam alvo de tentativa de feminicídio ou parentes de mulheres mortas — inclusive órfãos. “O Ministério Público tem papel muito importante na defesa das vítimas. Um avanço que a gente vê é a indenização do Estado para crianças órfãs. Em vários casos, os pais desaparecem e as crianças ficam desamparadas.”
O tratamento humanizado das vítimas faz parte da condução adequada de casos de feminicídio, segundo Simone: “A meta é ter contato com a vítima logo na primeira fase, ainda antes do plenário, porque ela precisa conhecer a promotora para se sentir acolhida.”
No programa, as promotoras divulgaram o livro “Enfrentando a tempestade: caminhos para vencer o feminicídio”, que tem um artigo assinado por Patricia e coordenação de Simone. A compra do livro pode ser feita no link https://bit.ly/4d8LMq7.
A gravação da conversa está disponível no canal de YouTube da Amperj.
O “Amperj Debates” foi idealizado pelo diretor cultural, Rogério Pacheco Alves, com a proposta de discutir temas relevantes para o MP. Desde o início, em março de 2021, o programa comenta questões importantes, como a regulação de plataformas digitais, a judicialização de políticas públicas e a atuação das milícias no Rio.