A procuradora de Justiça Fátima Melo assumiu a presidência do Centro dos Procuradores de Justiça (Ceprojus). Sua gestão pretende continuar o trabalho iniciado pela antecessora, a procuradora de Justiça aposentada Maria do Carmo Casa Nova, recentemente falecida.
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Dinamizar atividades culturais e sociais e implantar novas iniciativas que atendam aos interesses dos procuradores de Justiça ativos e aposentados são propostas da nova presidente.
Em entrevista, Fátima Melo compartilha suas expectativas à frente do Ceprojus, os desafios que acredita enfrentar e a responsabilidade de substituir uma colega tão querida quanto Maria do Carmo Casa Nova.
Fátima Melo ingressou no MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) em 1983. Atuou nas promotorias criminais de Volta Redonda e no Júri da Baixada Fluminense. Foi titular da 13ª Vara Criminal e, como procuradora de Justiça, integrou a assessoria de investigação penal da Procuradoria Geral de Justiça. Na Amperj, Fátima exerceu as funções de diretora e conselheira. Já se elegeu para três mandatos no Órgão Especial do MPRJ e para um no Conselho Especial.
Amperj: O que esperar da sua gestão à frente do Ceprojus?
Fátima Melo: Minha gestão, iniciada após a vacância do cargo de presidente por conta do falecimento de Maria do Carmo Casa Nova, visa dar continuidade ao trabalho que ela e nossos antecessores realizaram. Queremos dinamizar as atividades do centro, tanto no campo cultural quanto no social, com eventos, palestras, passeios e comemorações festivas. Já iniciamos com um tema de saúde mental, em parceria com a Amperj, abordando distúrbios do sono, depressão e ansiedade, e pretendemos realizar mais encontros dessa natureza.
Amperj: Quais os principais desafios do mandato?
Fátima Melo: Conciliar minhas responsabilidades como presidente do Ceprojus com a atuação na 4ª Procuradoria de Justiça da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que demanda uma atenção e dedicação quase exclusivas. Além disso, sou a décima na lista de antiguidade da carreira do Ministério Público e integro os dez mais antigos do Órgão Especial. Conto com a colaboração dos diretores para dar conta dessas atribuições e espero fazer o melhor possível para conciliar todas essas responsabilidades.
Amperj: Como é substituir Maria do Carmo Casa Nova?
Fátima Melo: É uma questão de carinho e responsabilidade. Maria do Carmo, figura muito querida e respeitada, sempre confiou em mim para cuidar do Ceprojus. Vou dar o meu melhor para honrar a memória dela e continuar o trabalho de dedicação ao centro. Maria do Carmo dedicou-se de corpo e alma ao Ceprojus, tratando-o como uma extensão de sua família. Embora não tenha a mesma disponibilidade de tempo, farei o meu melhor dentro das minhas possibilidades para dar continuidade ao seu legado.