O promotor de Justiça José Alexandre Maximino Mota, titular da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva de Nova Friburgo, falou ao podcast “Amperj Convida” que os governantes, por décadas, permitiram, por “má gestão ambiental”, a contaminação do principal sistema de abastecimento de água do Estado.
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O sistema a que Mota se referiu é a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, em Nova Iguaçu, cidade na Região Metropolitana do Rio.
“[Os governantes] permitiram que a bacia hidrográfica que drena para o principal manancial de abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, a Estação do Guandu, fosse contaminada por uma má gestão ambiental. Durante anos se permitiu que tivesse lixões minando chorume, além do déficit de tratamento de esgoto”, afirmou o promotor.
Na entrevista ao podcast, Mota abordou questões relacionadas ao saneamento básico, à segurança hídrica do Estado do Rio e à atuação do Ministério Público nas demandas da área ambiental.
No podcast apresentado pela procuradora de Justiça aposentada Heloisa Carpena, o convidado ressaltou a importância da fiscalização do MP, como na caso da contaminação do Rio Guandu pela substância geosmina, em 2020.
“Em Queimados, não havia tratamento de esgoto. Fomos a campo e descobrimos que havia 14 estações de tratamento inoperantes. Não era uma, duas. As 14 não funcionavam. Isso demonstrou que, mesmo que tivessem sido implantadas, não funcionavam. O mesmo ocorria em Nova Iguaçu.”
O “Amperj Convida” vai ao ar às terças-feiras e está disponível nos sites da Associação, da Rádio Roquette-Pinto e na plataforma de streaming Spotify.