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Uerj concede título de professor emérito a Heloísa Barboza e Nilo Batista

Inserido em 11 de junho de 2024
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A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) aprovou a concessão do título de professor emérito para a procuradora de Justiça aposentada Heloísa Helena Gomes Barboza e o ex-promotor, ex-procurador e ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Nilo Batista, associado honorário da Amperj.

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Heloísa Barboza é primeira mulher a dirigir Faculdade de Direito da Uerj

A reunião do Conselho Universitário da Uerj que aprovou a concessão aconteceu na sexta-feira (7). O título de emérito é destinado ao professor titular que tenha se aposentado após pelo menos 20 anos de serviços à instituição e se destacado, de forma excepcional, pela capacidade e dedicação ao magistério.

Heloísa Barboza foi aluna, docente titular e primeira mulher a dirigir a Faculdade de Direito da Uerj, em 2022 e 2023. Integrou o Conselho de Curadores da universidade, de 1992 a 2000, e exerceu funções administrativas.

Em mais de 40 anos dedicados ao ensino e à pesquisa na área do Direito, ela atuou na graduação e na pós-graduação. Concluiu a orientação de 68 mestres e 25 doutores, além de dezenas de monografias. Ingressou no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em 1979.

“É uma alegria muito grande receber esse título. É uma forma de reconhecimento de uma vida dedicada ao conhecimento dentro da universidade”, celebrou a professora. “Minha atuação no Ministério Público me deu uma base de vicência, de experiência que eu levei para a academia. Então devo muito ao MP por esse aprendizado, e só quem é promotor sabe do que estou falando.”

Nilo Batista governou o Estado do Rio em 1994, quando, na condição de vice-governador, assumiu a gestão após o governador Leonel Brizola se afastar para concorrer às eleições presidenciais.

Nos anos anteriores, havia sido secretário estadual de Justiça e da Polícia Civil, promotor e procurador de Justiça do antigo Estado da Guanabara. Lecionou Direito Penal na Uerj e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além do trabalho na graduação, Nilo Batista atuou no Programa de Pós-graduação em Direito, escreveu clássicos sobre Direito Penal e Criminologia, fundou o Instituto Carioca de Criminologia e se notabilizou pela defesa de presos políticos durante o regime militar instituído pelo golpe de 1964.