Cerca de 40 associados da Amperj participaram do 24º Congresso Nacional do Ministério Público, encerrado nesta sexta-feira (25), em Fortaleza. Nos três dias do congresso foram apresentadas teses e diversos temas foram discutidos em painéis e palestras. O evento contou com a presença do presidente da Amperj, Cláudio Henrique Viana, da diretora social, Gláucia Santana, e do procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, entre outros. Foi um momento de reencontro, após um longo período no formato online, devido ao distanciamento social. A forte presença do público feminino e o debate de causas antirracistas foram alguns dos destaques.
“O 24º Congresso Nacional do Ministério Público foi um importante momento para aprofundamento de temas atuais e relevantes para o MP brasileiro, notadamente pela troca de experiências e informações de outros estados. Destaco a participação dos colegas do Rio de Janeiro, que muito contribuíram para o sucesso do evento”, afirmou o presidente da Amperj.
A promotora de Justiça Viviane Alves Santos Silva apresentou a tese “Nascer Legal”, um projeto institucional. “O projeto tem o objetivo de fortalecer a política de unidades interligadas no estado do Rio de Janeiro, concretizando a proteção da cidadania da primeira infância desde o nascimento”, disse.
A promotora Eliane de Lima Pereira, há 27 anos no MPRJ, dias antes de apresentar a sua tese pôde vivenciar na prática o seu tema. Durante a tragédia das chuvas em Petrópolis, ela esteve presente para auxiliar quem havia perdido a documentação e estava impossibilitado de acessar os programas oferecidos, como o aluguel social.
Um dos destaques do último dia foi a palestra da promotora Simone Sibilio. Após a apresentação, foi aplaudida de pé por uma plateia emocionada. Ela falou sobre sua experiência na investigação do caso Marielle. “Renovou em todos nós o desejo de cumprir nossa missão constitucional de fazer justiça e dar uma resposta às vítimas e seus familiares”, afirmou a promotora Luciana Grumbach.
Luciana também participou do evento com a apresentação de uma tese sobre a fiscalização do acolhimento institucional de crianças e adolescentes em São João de Meriti durante a pandemia. A promotora acredita que a discussão é uma “oportunidade de mostrar a experiência positiva de reduzir o número de acolhimentos mesmo no período em que os processos judiciais ficaram paralisados e muitas crianças e adolescentes em acolhimento pareciam condenados à completa invisibilidade”.