Negligência, violência psicológica, abuso financeiro e violência física são as principais formas de maltratos de idosos e pessoas com deficiência no Rio de Janeiro entre 2017 e 2021. E são os familiares que cometem a maior parte das violências contra idosos, na própria casa. Os dados são do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência.
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O tipo de violência mais sofrida por esse grupo é a negligência (11.146 casos no período), seguida da violência psicológica (8.462), do abuso financeiro (6.762) e da violência física (3.974). Essas quatro categorias de agressão respondem, juntas por 92% dos casos relatados ao CAO – negligência 33,7%, violência psicológica 25,6%, abuso financeiro 20,4% e violência física 12%.
“Temos uma estatística em tempo real das ouvidorias e o número de violência contra os idosos é bastante expressivo. Desta estatística verificamos que a negligência familiar e a violência psicológica estão no topo e são praticados na sua maioria por familiares, dentro de suas próprias residências”, conta a coordenadora do CAO Idoso, Cristiane Branquinho.
Os parentes são os autores das agressões em 74% das vezes, muito à frente de terceiros e cuidadores informais, que respondem por 11%. As vítimas são majoritariamente do sexo feminino (68%), mas os agressores se dividem quase igualmente entre homens e mulheres.
Em 88,8% dos casos as ocorrências ocorrem em casa e a maioria das denúncias são anônimas (72,29%).
Os municípios onde mais acontecem violências são Rio de Janeiro (10.340), Campos dos Goytacazes (932), Duque de Caxias (921) e São Gonçalo (895).