Ainda na esteira do Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Amperj homenageia uma mulher que é fonte de inspiração há décadas: a carismática procuradora de Justiça aposentada Maria do Carmo dos Santos Casa Nova, de 87 anos, que coleciona conquistas profissionais e admiradores no Ministério Público.
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Maria do Carmo ingressou no MP em 1983, e, involuntariamente, fez parte de um momento histórico. “Nosso concurso representou um divisor de águas, porque foi grande o número de mulheres aprovadas”, ela conta.
O 3º Concurso para Ingresso na Classe Inicial da Carreira do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro foi mesmo especial. Dos 147 aprovados da “Turma Fiat”, como ficou conhecido o grupo (uma alusão ao Fiat 147, um dos carros mais populares do país na época), 103 membros integram hoje os quadros associativos da Amperj. Destes, 63 são mulheres.
“Éramos vistas com algumas reservas”, recorda-se Maria do Carmo, ao comentar a experiência de entrar em uma instituição predominantemente masculina. “Mas prevaleceu o empoderamento feminino. Conquistamos o respeito de nossos colegas, até porque tivemos e temos colegas brilhantes, inclusive na administração”, ela diz.
Atual presidente do Ceprojus (Centro dos Procuradores de Justiça) do MP/RJ, Maria do Carmo já ocupou o cargo de diretora assistencial da Amperj, e foi membro do Conselho Deliberativo da associação. Para a procuradora, é “indiscutível a importância da presença de mulheres na Amperj, não só na diretoria e conselhos, mas também como associadas”.
Junto à Procuradoria-Geral de Justiça do MP/RJ, ela exerceu as funções de chefe de gabinete e de assessora especial, além de ter integrado diversas comissões de concurso para ingresso no MP.
“Nós, mulheres, somos fortes, guerreiras, destemidas e, às vezes, impulsivas. Isso é o que nos leva a ocupar um novo lugar na sociedade”, destaca a procuradora, com a alegria que é sua marca.
Para as associadas da Amperj, Maria do Carmo deixa um recado em celebração ao mês das mulheres. “Continuemos abrilhantando a nossa associação! Com nossa postura, mostramos à sociedade a força do Ministério Público”.