Representantes da Femperj (Fundação Escola Superior do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) se reuniram, na última terça-feira (15), com o promotor de Justiça de Fundações, José Marinho Paulo Júnior, responsável pela inspeção periódica do Ministério Público sobre a saúde financeira, as atividades e o cumprimento da missão institucional das fundações. A visita coincidiu com a auditoria independente da instituição, permitindo uma apresentação detalhada do atual cenário da Femperj.
O balanço revela uma transformação estrutural: após enfrentar anos de déficit operacional, a Femperj encerra o ciclo da atual gestão com as contas saneadas e operando em saldo positivo. A Amperj é a entidade mantenedora da Femperj, fundada em 1991.
O presidente da Femperj, Sávio Bittencourt, afirmou que há cerca de três anos a Fundação enfrentava uma situação financeira delicada, consumindo reservas para manter suas operações. Sob a atual diretoria, que encerra seu segundo mandato em fevereiro de 2026, a instituição promoveu um ajuste de contas e resolveu passivos trabalhistas.
A estabilidade financeira atual permitirá que a instituição retome e amplie investimentos em eventos culturais e acadêmicos ao longo de 2026, reafirmando seu papel como polo de conhecimento para a classe.
A recuperação é celebrada como uma vitória coletiva. A Femperj carrega um simbolismo histórico para o Ministério Público fluminense: foi fundada há quase 35 anos a partir da doações de promotores, com o objetivo de criar uma estrutura própria para o aperfeiçoamento intelectual da classe em um período em que o Ministério Público ainda não dispunha de orçamento para capacitação.
“É a história de uma classe que decidiu manter-se estudando e não estagnar. Preservar a saúde da Fundação é honrar esse investimento inicial dos colegas”, concluiu o presidente.
Participaram da reunião Antonio Carlos de Oliveira Pires e Ludmilla Franco de Carvalho Silva, ambos auditores da Boucinhas, Campos & Conti Auditores Independentes.