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Projeto Redes Cordiais defende humanizar mundo virtual no ‘Amperj Convida’

Inserido em 26 de agosto de 2025
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“Queremos contribuir para a construção de espaços virtuais mais equilibrados, que favoreçam o bem-estar mental, físico e emocional das pessoas”. A frase é da jornalista Clara Becker, entrevistada do “Amperj Convida” desta terça-feira (26) e cofundadora do Redes Cordiais, organização que visa promover ambientes digitais mais saudáveis e fortalecer diálogos mais plurais na internet.
Clara falou sobre os riscos que crianças e adolescentes correm nas redes sociais e citou a aprovação do novo ECA Digital na Câmara dos Deputados. Para ela, o combate à desinformação on-line deve ser uma prioridade.

De acordo com ela, o Redes Cordiais nasceu justamente da preocupação com a escalada da violência nas redes sociais e seus reflexos fora do ambiente virtual. “Percebemos que as redes estavam servindo como combustível para manifestações agressivas e para o aumento da polarização política. Queríamos pensar em como fortalecer a democracia dentro delas e como ajudar as pessoas a lidar com conflitos sem recorrer à violência”, explica Clara, que trabalhou na  revista Piauí, Veja (Brasília) e na Lupa, agência de fact-checking.

Para isso, foram idealizados treinamentos voltados  para influenciadores digitais, que desempenham hoje um papel informativo ao lado de veículos de imprensa. “Eles têm grande alcance e responsabilidade. Quando compartilham uma informação falsa, isso pode gerar consequências sérias para a sociedade”, ressaltou Clara.

A diversidade é outro eixo central do Redes Cordiais, que busca integrar pessoas de diferentes perfis e visões de mundo. “Nosso público é majoritariamente progressista, mas também trazemos vozes conservadoras para o debate. Quando todos estão juntos, percebemos que temos muito mais em comum do que imaginamos, e isso gera conversas construtivas”, concluiu Clara Becker.

Entre as ações da organização em andamento, estão os projetos “Leis e Likes”, que discute o papel do Judiciário e a influência digital. Há também o “Eu Informo!” de combate às fake news, e o “Redes de Proteção”, que orienta comunicadores sobre como garantir mais segurança para crianças e adolescentes na internet.