“Dados são como petróleo: têm valor, mas só depois de refinados.” É com essa comparação que o promotor de Justiça Sidney Rosa da Silva Jr. resume o papel da ciência de dados no Ministério Público. Coordenador do Núcleo de Ciência de Dados da Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro, ele falou no episódio desta semana do “Amperj Convida” sobre a importância desse tema para uma atividade mais eficiente de promotores e procuradores.
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Doutor em Direito pela Universidade de Burgos, na Espanha, Sidney vem liderando um processo de modernização dentro do MPRJ. No bate-papo, ele explicou como transformar grandes volumes de informações em ferramentas concretas para uma atuação mais estratégica. “Nosso trabalho é pegar esses dados brutos, tratar, organizar e tornar legíveis para que sirvam de base para decisões mais acertadas”, disse.
Entre os projetos destacados pelo promotor, está o “MP em Mapas”, que serviu de base para iniciativas maiores, como o “Parquet Digital” e mais de 20 painéis temáticos, disponíveis na intranet da instituição. Eles ajudam a visualizar informações sobre violência de gênero, meio ambiente, segurança, entre outras áreas prioritárias, de forma integrada e acessível aos membros do MP, tornando sua atuação cotidiana mais eficaz.
Outro destaque é o projeto Farol, que usa os dados para melhorar a administração interna e fortalecer o controle institucional. Para Sidney, a proposta é clara: usar a informação como ferramenta para proteger direitos e tornar a atuação do Ministério Público mais eficiente e conectada com as necessidades da sociedade.
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