A Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) realizou na noite de quinta-feira (7) a cerimônia de entrega do 13º Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos. Nesta edição, foram premiados 18 autores de trabalhos e iniciativas em defesa dos direitos humanos e da cidadania. O presidente da Amperj, Cláudio Henrique Viana, compareceu ao evento.
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Na categoria de trabalhos de magistrados, a primeira colocada foi Gleide Bispo Santos, juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), pela Semana de Conscientização da “Entrega Legal” — projeto para informar e apoiar gestantes no processo de entrega voluntária de bebês para adoção, reduzindo o abandono e as adoções irregulares.
Entre os trabalhos acadêmicos, o primeiro lugar ficou com João Marcel Evaristo Guerra, autor de “Chacina de Baião: Vidas (e mortes) camponesas importam”. O artigo analisa aspectos jurídicos e sociológicos da chacina ocorrida em março de 2019 no município de Baião (PA).
Na categoria de práticas humanísticas, o vencedor foi Diego Alex de Matos Martins, do projeto social “Futuro Brilhante”, cujo objetivo é reunir profissionais e estudantes de nível superior para disseminar informações em prol da prevenção da violência sexual cometida contra crianças e adolescentes.
Os jurados premiaram também reportagens jornalísticas. O grande vencedor foi Luís Henrique Vieira Adorno, do UOL. Ele foi responsável pela matéria audiovisual “Por trás das câmeras: PM executou, torturou e forjou provas em ação no Guarujá”. O crime investigado pelo repórter aconteceu na Baixada Santista, em São Paulo, no ano passado.
Criada em 2012, a premiação homenageia a memória da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares em 2011, quando era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O prêmio tem o objetivo de identificar, disseminar e estimular as ações em defesa dos direitos humanos, dando visibilidade a práticas e trabalhos na área.

