Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 anos e 59 anos de prisão, respectivamente, pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A sentença foi emitida pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro na quinta-feira (31).
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A equipe de promotores do caso foi formada por Fábio Vieira, Audrey Marjorie Castro e Eduardo Morais Martins, Paulo Mattos e Mário Lavareda, membros da “Força-Tarefa Marielle Franco e Anderson Gomes (Gaeco/FTMA)”. Audrey Castro comentou o desfecho do caso. “O resultado alcançado, consistente na condenação dos réus e na pena aplicada, objetiva puni-los pela prática dos crimes e também prevenir que os próprios réus e os demais membros da sociedade voltem a praticá-los.”
“O resultado do julgamento é de suma importância, tanto como resposta àquilo que a Sociedade espera, quanto para o caso em si, na medida em que sem as condenações os acordos não se sustentariam e, como dito durante o julgamento, porque a pena estipulada será aquela aplicada aos réus em caso de descumprimento da avença. Importante ressaltar que todas as imputações contidas na denúncia, seja no tocante aos crimes, seja no que concerne às qualificadoras, foram integralmente acolhidas pelos senhores jurados, legítimos representantes da sociedade fluminense”, completou Eduardo Martins.
O presidente da Amperj, Cláudio Henrique Viana, saudou os colegas. “A Amperj parabeniza os colegas que investigaram e participaram desse julgamento. Foi um difícil trabalho de diversos colegas muito valorosos, que chegou a um excelente resultado, sendo feita a justiça. Esses promotores são motivo de muito orgulho para o Ministério Público.”