O vice-presidente Dennis Aceti representou a Amperj na abertura do 2º Conamp Mulher, nesta quarta-feira (12) em Brasília. Ele destacou a natural predominância feminina no evento e a diversidade das palestras, que abordaram temas como o empoderamento e a posição da mulher na sociedade. A Amperj ofereceu um almoço para as associadas que estiveram no primeiro dia do congresso. O Conamp Mulher acaba no fim da tarde desta quinta-feira (13).
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No Conamp Mulher, Carla Araújo defende presença feminina nos espaços de poder
Para Aceti, o Conamp Mulher mostrou a importância das discussões promovidas por profissionais de diversas áreas, como magistradas, promotoras e psicólogas, sobre questões que vão desde o saneamento básico sob a ótica da dignidade humana até a participação feminina nas esferas de poder e decisão.
No encerramento, nesta quinta (12), a programação incluiu palestras e mesas-redondas. Um dos destaques foi a mesa presidida pela promotora de Justiça Roberta Rosa Ribeiro, coordenadora do Fórum de Igualdade de Gênero e Raça da Amperj. Ela falou sobre a liderança feminina e as políticas públicas voltadas às mulheres.
No primeiro dia do congresso, a procuradora Carla Araújo defendeu a presença feminina em espaços de poder e decisão, já que a igualdade de gênero é fundamental para o progresso da sociedade.
Leia a seguir a entrevista com o procurador Dennis Aceti.
Amperj: Quais suas impressões sobre o primeiro dia do Conamp Mulher?
Dennis Aceti: Foi interessante. O público era basicamente composto por mulheres. Havia pouca presença masculina. Foi interessante porque houve diversas palestras abordando aspectos voltados ao público feminino, como o empoderamento e a posição da mulher. Houve abordagens de profissionais das mais variadas áreas: uma ministra de Estado, magistradas, promotoras, psicólogas. As palestras trataram de questões enfrentadas pelas mulheres no dia a dia, desde o saneamento básico sob a ótica da dignidade humana até a participação das mulheres nas esferas de poder e decisão. Foi um evento multidisciplinar. Achei bastante interessante.
Amperj: Como o sr. vê a articulação das mulheres em busca de empoderamento e de ocupação dos espaços?
Dennis Aceti: Acho que é necessário. Da mesma forma que o homem ocupa as esferas de poder, a mulher, em condições de igualdade e com competência, deve ocupar tais espaços. Para mim, isso é normal. Historicamente, o papel das mulheres foi secundário na sociedade, mas a posição que elas têm hoje é natural. Essa é uma mudança completamente positiva. Espero que elas ocupem cada vez mais espaços de poder. Não vejo as mulheres como superiores aos homens, nem os homens como superiores às mulheres. Elas têm o direito de ocupar esses espaços.
Amperj: Algo mudou na sua perspectiva pessoal após as palestras do Conamp Mulher?
Dennis Aceti: Percebo que há coisas que precisamos ouvir do outro para entender. Por exemplo, nunca vou entender plenamente o que uma pessoa negra sofre com o racismo, pois não sou negro. Preciso ouvir para compreender melhor. O mesmo se aplica às questões das mulheres. Só elas, na condição de mulheres, conseguem ver certas situações. Por mais que me esforce, não conseguirei entender completamente. Precisamos delas como interlocutoras para ampliar nossa compreensão.