O 1º encontro do grupo de trabalho Gênero e Academia foi realizado nesta terça-feira (5), com a participação de 14 mulheres do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O evento foi uma iniciativa conjunta Amperj e Femperj, com o objetivo de promover um debate dos dados sobre a participação de promotoras e procuradoras de Justiça no ambiente acadêmico. A partir de agora, as reuniões serão mensais.
A promotora Roberta Rosa Ribeiro, atual coordenadora do fórum de Gênero e Raça e segunda secretária da coordenação da Comissão de Mulheres da Conamp, participou do evento. “Estou muito feliz de estar aqui nesse momento e trazer essa possibilidade de reflexão estruturada”, disse. Para ela, “a partir dos dados, já começamos a pensar em hipóteses, mas é importante também esse espaço para discutirmos”. A diretora jurídica da Femperj, promotora Viviane Alves, também ficou satisfeita com a oportunidade: “Quando a gente teve essa ideia, não imaginávamos que seria um grupo tão potente, uma dá suporte para a outra”.
No encontro, foi abordada a nova relação de membros licenciados para pós-graduação, mestrado e doutorado, que refletiu a discrepância entre o número de homens e mulheres. Foram discutidos os questionamentos feitos, até hoje, quando uma mulher pede o afastamento para estudar, e também o fato de muitas elaborarem teses, por exemplo, durante a licença maternidade. Para buscar soluções, a primeira providência a ser tomada será a elaboração de uma pesquisa para entender a realidade acadêmica feminina de forma mais detalhada.
A ausência de estímulos e consequente baixa participação das mulheres em eventos acadêmicos também foi outro ponto levantado. Para a promotora Débora da Silva Vicente, “nós sempre ocupamos os cargos com maior volume de trabalho e menor teor político”. Além disso, foi informado o retorno do Congresso Estadual do Ministério Público, ainda em 2022, e do 1º Congresso Nacional de Mulheres, previsto para 2023. Ambos serão realizados no Rio de Janeiro.