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Ajude a Amperj a transformar a vida de crianças e adolescentes de Tanguá com o Lona na Lua

Inserido em 29 de dezembro de 2021
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Os associados da Amperj podem, através da arte, ajudar a transformar a vida de crianças e adolescentes que vivem em Tanguá, município com o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do estado do Rio.

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Basta contribuir com a campanha de arrecadação de fundos da Amperj do projeto Cidadania e Arte, lançado pela Associação. O objetivo é arrecadar R$ 36 mil, que serão investidos em parceria com o Lona na Lua, em capital humano, materiais e equipamentos, contemplando 100 crianças e jovens, com mil horas de oficina de janeiro a dezembro.

Os associados podem contribuir fazendo um pix (CNPJ nº 42.177.410/0001-52) ou depositando na conta da Amperj. Confira ao final da reportagem a conta.

Veja abaixo a entrevista com Zeca Novais, idealizador do projeto sócio-cultural Lona na Lua. Segundo ele, a iniciativa pretende combater a inserção de crianças e jovens na criminalidade, mostrando um novo universo repleto de possibilidades. Confira!

AMPERJ: Zeca, o que te motivou a instalar o Lona na Lua na cidade de Tanguá?

Zeca Novais: A instalação desse projeto em Tanguá conta com o apoio de benfeitores sociais/investidores anjos. Quando nos reunimos pela primeira vez eles falaram para usarmos a arte como ferramenta de enfrentamento à inserção dessas crianças na criminalidade. Infelizmente, temos perdido muitas crianças em Tanguá para o tráfico de drogas, e uma das grandes missões do Lona na Lua é combater, utilizar a arte como alternativa, uma ferramenta de inclusão social para apresentar valores e o exercício diário de cidadania para essa garotada. Recebemos essa missão com muita alegria, mas também com um sentimento de responsabilidade. Temos esse grande objetivo, e tenho certeza de que os crimes envolvendo crianças de Tanguá vão diminuir. O Lona na Lua está à disposição.

AMPERJ: As 100 crianças e adolescentes contempladas pelo projeto Cidadania e Arte da Amperj terão acesso a quais atividades oferecidas pelo Lona na Lua?

ZN: Elas vão receber aulas de teatro, circo, música, dança, produção audiovisual, roteiro, entre outras oficinas, sempre de forma gratuita. Eles vão poder se apresentar para o grande público, vão conhecer o que é estar no palco. O papel mais importante é podermos oportunizar. Tem tantos talentos escondidos, que estão adormecidos, então queremos mostrar que a arte pode desenvolver potencialidades e apresentar um novo universo lindo de possibilidades para essas crianças. Acompanhamos ainda o desenvolvimento escolar das crianças. Precisa ter nota boa. Estaremos acompanhando tudo que tiver ao nosso alcance para que elas convivam em um ambiente mais sadio e feliz.

AMPERJ: Além das atividades culturais para crianças e adolescentes, quais são as outras ações sociais oferecidas pelo Lona na Lua?

ZN: Desde maio, o Lona na Lua já distribuiu 6.200 cestas básicas na região de Tanguá, e um de nossos parceiros nessa jornada foi a Amperj. Tivemos vários parceiros como União BR, União Rio, Instituto Ekloos, Instituto Phi, Banco da Providência, e esses parceiros colocaram comida na mesa de quem estava precisando. O Lona na Lua se orgulha muito dessas parcerias institucionais ao longo da sua trajetória, e se orgulha muito dessa chancela da Amperj, desse respeito, desse carinho que toda a diretoria tem conosco, estendido aos seus membros. É muito bom ver que a Amperj acredita na força da arte como essa ferramenta poderosíssima.

AMPERJ: O Lona na Lua teve inicio em Rio Bonito em 2009. Nesse período, quantas pessoas já foram ajudadas pelo projeto e por quais lugares vocês já passaram?

ZN: Desde 2009, mais de 3 mil crianças e jovens já passaram pelo Lona na Lua e mais de 80 mil espectadores assistiram aos nossos espetáculos. Vivemos momentos importantes ao longo dessa estrada, como a reforma do Caldeirão do Huck em 2015, os dois apoios que recebemos do Criança Esperança e projetos desenvolvidos com a Amperj de audiovisual. Já estivemos no município de Silva Jardim e Casimiro de Abreu. É uma alegria poder expandir nosso trabalho e, agora, termos o nosso segundo espaço físico. Nossa meta é espalharmos 20 lonas até 2030 por cidades no estado do Rio de Janeiro.

AMPERJ: O Lona na Lua teve inicio em Rio Bonito em 2009. Nesse período, quantas pessoas já foram ajudadas pelo projeto e por quais lugares vocês já passaram?

ZN: Desde 2009, mais de 3 mil crianças e jovens já passaram pelo Lona na Lua e mais de 80 mil espectadores assistiram aos nossos espetáculos. Vivemos momentos importantes ao longo dessa estrada, como a reforma do Caldeirão do Huck em 2015, os dois apoios que recebemos do Criança Esperança e projetos desenvolvidos com a Amperj de audiovisual. Já estivemos no município de Silva Jardim e Casimiro de Abreu. É uma alegria poder expandir nosso trabalho e, agora, termos o nosso segundo espaço físico. Nossa meta é espalharmos 20 lonas até 2030 por cidades no estado do Rio de Janeiro.

AMPERJ: Com tantas pessoas impactadas pelo Lona na Lua, como você avalia o poder da arte na vida de um cidadão? Tem algum exemplo de um dos assistidos que deseja nos contar?

ZN: Como exemplo, temos muitas histórias bonitas. Posso citar o Lucas Fernandes, um menino que cresceu na zona rural de Rio Bonito sem perspectiva. Mais uma história de brasileiro que o pai não participou da criação do filho. Ele foi criado por uma mãe solteira e é um dos principais atores da Lona. Foi o campeão do Clique Esperança 2017, um quadro do fantástico da TV Globo, e é um dos orgulhos que temos no projeto. Hoje em dia, ele está entrando para equipe para trabalhar como instrutor.

Temos outro exemplo que é o Weslley Gregório, que chegou ao projeto muito abalado porque a mãe e avó estavam presas por tráfico de drogas. Ele estava muito preocupado sem saber o que fazer da vida. Nem matriculado na escola ele estava, então o Lona na Lua deu esse suporte para ele. Acompanhamos essa passagem dele da juventude para a fase adulta e hoje em dia ele é um cantor brilhante, estrelou um comercial do Criança Esperança, em que, inclusive, fala que é um instrutor do Lona na Lua. Ele dá aula de canto e de desenho.

AMPERJ: Qual seu desejo em relação ao projeto para 2022?

ZN: Em 2022, o Lona na Lua quer se consolidar como um projeto que pode se expandir. Queremos consolidar nosso modelo de expansão de territórios. É um modelo ousado, mas que acreditamos muito, porque quando chega em cidade característica do interior ele transforma, mostra que dá para fazer arte de forma simples, com pouco. Conseguimos trabalhar através da economia criativa, então temos essa alegria de poder contribuir com um mundo melhor.

AMPERJ: Fique à vontade para fazer as considerações finais.

ZN:
Quero deixar um pedido muito respeitoso e com muito carinho a todos da Amperj, promotores, procuradores. Peço que apoiem essa iniciativa. Tenho certeza que ao longo do processo vocês vão ver vidas sendo transformadas. Quando você doa R$ 10, R$ 20 por mês para um tipo de projeto desses, talvez não tenha ideia do que vai acontecer por causa desse seu aporte, vidas vão ser transformadas e vamos estar passando para a Amperj, contando essas histórias ao longo do processo. Tenho certeza que a galera da Amperj vai contribuir e estar conosco nessa corrente. Quero agradecer a iniciativa, a disponibilidade e a sensibilidade de toda a diretoria.

Faça parte dessa corrente! Contribua doando qualquer valor.
Conta da Amperj:
Banco: Sicoob Coomperj – Código 756
Agência: 4338-9
Conta: 460-0
Favorecido: Amperj, CNPJ nº 42.177.410/0001-52 (CHAVE PIX)