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Rio Innovation Week: promotores debatem violência de gênero e uso de IA na Justiça

Inserido em 6 de agosto de 2026
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O uso responsável da inteligência artificial no sistema de Justiça e a quebra do ciclo da violência contra a mulher foram temas dos painéis com membros do MPRJ no terceiro dia do Rio Innovation Week, nesta quinta-feira (6). A mesa sobre IA contou com os promotores Leonardo Cuña e Francisco de Assis Machado, enquanto Isabela Jourdan falou, em outro debate, sobre a atuação do Ministério Público no combate à violência de gênero.
A agenda do dia começou com a mediação de Francisco de Assis Machado no painel “O sistema de Justiça está pronto para a inteligência artificial? Experiências, riscos e caminhos para o uso responsável da IA no Ministério Público”, que teve a participação de Leonardo Cuña e do promotor Rodrigo Fogagnolo, do MPDFT. Eles analisaram as transformações causadas pela incorporação da inteligência artificial ao sistema de Justiça e discutiram como a tecnologia pode auxiliar na análise de dados, na organização de informações e na otimização de processos, sem substituir a atuação de membros e servidores do MP.
“A inteligência artificial não é apenas mais uma inovação tecnológica. Tenho a convicção de que estamos diante de uma das maiores transformações da sociedade moderna”, afirmou Machado. A partir de experiências desenvolvidas no MPRJ, Cuña abordou os desafios relacionados à adoção responsável da tecnologia, como a definição de casos de uso, a governança e a gestão de riscos. O painel também tratou da importância de conciliar inovação, transparência e segurança com a proteção de direitos.


Mais tarde, a promotora Isabela Jourdan participou de um painel dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher. A discussão abordou a necessidade de, além de garantir proteção às vítimas, desenvolver estratégias capazes de interromper o ciclo da violência, prevenir novas agressões e promover mudanças de comportamento. Entre as iniciativas apresentadas estavam os grupos reflexivos voltados a homens autores de violência doméstica e ações para prevenir a reincidência. O debate destacou o papel do conhecimento, do diálogo e da atuação interdisciplinar na construção de soluções mais efetivas e na promoção de relações baseadas no respeito, na igualdade e na responsabilização.
“Se queremos interromper o ciclo da violência, precisamos olhar também para quem a pratica. Os grupos reflexivos não substituem a responsabilização criminal, mas atuam para promover reflexão e mudança de comportamento. Um levantamento mostra que menos de 5% dos homens que participam desses grupos voltam a praticar violência doméstica. Isso demonstra que investir em prevenção e reeducação é uma estratégia eficaz para proteger mulheres e evitar novas vítimas”, afirmou Isabela Jourdan.
A participação dos membros do MPRJ reforça a presença da instituição no Rio Innovation Week, que reúne especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os impactos da inovação e da tecnologia na sociedade. Na aba de notícias do portal da Amperj, é possível acompanhar a cobertura completa da participação dos associados no evento.