Após dez dias de oitivas e dos interrogatórios de Monique Medeiros e do ex-vereador Dr. Jairinho, acusados da morte do menino Henry Borel em 2021, a sentença deve ser proferida até quinta-feira (4) no Tribunal do Júri. O MPRJ, responsável pela acusação, é representado por três promotores de Justiça: Fábio Vieira, titular do 2º Tribunal do Júri da Capital, Audrey Marjorie e Letícia Vieira. “Estamos julgando uma agressão contra uma criança. A proteção da infância e da juventude é um dos maiores valores da nossa sociedade, e é nosso dever garanti-la. Além disso, estamos diante de um poder econômico e político muito grande por parte de um dos acusados. Isso deu notoriedade ao caso e gerou uma série de narrativas que precisamos superar”, disse Vieira.
Com ampla cobertura de imprensa e mobilização da sociedade civil, o julgamento é o mais longo da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Após dias de instrução em plenário, iniciou-se nesta quarta-feira (3) a fase de debates do júri, na qual acusação e defesa apresentam aos jurados uma análise detalhada das provas produzidas ao longo da investigação e da instrução processual, conectando depoimentos, laudos periciais e demais elementos constantes dos autos. A sustentação da acusação, que pede a condenação de Monique Medeiros, mãe de Henry, e do Dr. Jairinho, padrasto do menino, está a cargo do promotor de Justiça Fabio Vieira dos Santos, que conta com apoio das promotoras Audrey Marjorie Alves de Paula Leocadio Castro e Letícia dos Santos Vieira.
Fabio Vieira é membro do MPRJ desde 2000 e acumula mais de duas décadas de experiência na área criminal. Atualmente, é titular do 2º Tribunal do Júri da Capital. Diante da complexidade e da densidade do caso Henry Borel, ele recebe apoio voluntário de Audrey Marjorie, que possui sólida trajetória na instituição e reconhecida experiência em julgamentos perante o Conselho de Sentença. A equipe ainda conta com Letícia Vieira, promotora substituta, aprovada no 38º Concurso do MPRJ. Sua experiência prévia como Delegada de Polícia Civil no Rio de Janeiro enriquece a atuação do Ministério Público no caso.
A condução da acusação pelos promotores reafirma o compromisso institucional com a defesa da ordem jurídica, da proteção à infância e da busca pela responsabilização criminal nos casos submetidos ao julgamento popular.