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‘Amperj Convida’ aborda violência de gênero e representatividade feminina na Justiça

Inserido em 29 de abril de 2026
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A desembargadora Adriana Ramos de Mello analisou, no episódio desta semana do “Amperj Convida”, os desafios do combate à violência de gênero e a importância da participação das mulheres no sistema de justiça. Em entrevista à apresentadora Heloisa Carpena, ela defendeu que o combate à violência de gênero depende não apenas de uma legislação firme, mas de uma transformação cultural. A convidada também afirmou que a democracia depende do envolvimento igualitário de homens e mulheres em tomadas de decisão.

“É importante que as mulheres estejam presentes nos espaços de decisão. Se tivermos apenas homens, as escolhas serão feitas a partir de uma única perspectiva”, destacou Adriana Mello. “A democracia exige a participação de homens e mulheres em condições de igualdade.” Para a desembargadora, a maior representatividade feminina nas esferas decisórias é uma etapa fundamental para combater estruturalmente a violência de gênero.

Embora tenha a Lei Maria da Penha, uma das mais relevantes do mundo no âmbito do combate à violência doméstica, o Brasil tem registrado um número crescente de casos de feminicídio. Na visão da desembargadora, esse cenário comprova que a legislação, não importa quão eficiente, não é suficiente para enfrentar a violência de gênero. É preciso, segundo Adriana, investir em prevenção e educação, pilares de uma transformação cultural.

O podcast partiu de um dado revelador: segundo o IBGE, as mulheres são maioria no Brasil, representando cerca de 51,5% da população — e esse índice deve crescer nos próximos anos. Apesar disso, o aumento da violência contra as mulheres revela um desacordo entre os avanços legislativos e a realidade enfrentada por milhões de brasileiras.

Veja a íntegra do episódio no YouTube e saiba como enfrentar esse problema!