O 2º Prêmio Amperj de Literatura teve como grande vencedor da categoria “Conto” Marcelo Pereira Marques, com a obra “O Cometa”, e na categoria “Poesia” a ganhadora foi Beatriz Leal, com o poema “Pensamentos”. A premiação se consagrou como um dos eventos culturais mais aguardados da associação. Nesta edição, o concurso reafirmou sua vocação de reunir memórias e olhares diversos sobre o mundo.
Muito além de uma competição, o prêmio nasceu com o propósito de estimular a imaginação e a sensibilidade, além de fortalecer os laços entre os associados por meio da escrita. É o espaço perfeito para quem deseja tirar a poeira do teclado e exercitar a criatividade em um ambiente leve de troca cultural.
Para garantir o rigor técnico e a valorização estética das obras, contamos com a análise criteriosa do professor André Dias, responsável pelo curso de Literatura e Teatro da Amperj.
A classificação final da categoria Conto ficou assim definida: o primeiro lugar foi conquistado por “O Cometa”, de Marcelo Pereira Marques; o segundo lugar ficou com “Um Corpo no Armário”, de Edilma Raposo dos Santos Engels; em terceiro lugar foi classificado “Diamante Bruto”, de André Guilherme Freitas; e o quarto lugar coube ao conto “Um Milagre”, de Beatriz Leal.
De acordo com André Dias, o conto vencedor apresenta uma narrativa sensível e bem construída, articulando memória individual, contexto histórico e afetividade familiar. Ambientado em 1986, utiliza a passagem do cometa Halley como símbolo para refletir sobre expectativa e frustração, deslocando o foco do fenômeno astronômico para a força dos vínculos entre pai e filho. Com ambientação precisa e linguagem fluida, a obra privilegia o gesto afetivo como o verdadeiro acontecimento.
Já na categoria “Poesia” Beatriz Leal venceu a disputa com o poema “Pensamentos”, seguida por Cláudia Türner Pereira Duarte com o poema “Faz Sol Já”, e o terceiro lugar ficou com Mário Marques, autor da poesia “Homenagem a Olavo Bilac”.
Segundo o examinador, “Pensamentos” foi a obra escolhida porque é uma escrita intimista e contemplativa que transforma o caminhar pela cidade do Porto em uma reflexão sensível sobre o tempo e a existência. A autora utiliza o espaço urbano e o rio como metáforas de contrastes entre passado e presente. A presença discreta da irmã reforça a dimensão afetiva, enquanto o tom sereno e acolhedor confere unidade e consistência à proposta.
A Amperj parabeniza todos os participantes que compartilharam seu talento e sensibilidade, enriquecendo o patrimônio cultural de nossa classe. Que estas histórias e versos continuem a ecoar e a inspirar novos escritores para as próximas edições!