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MPRJ articula estratégias de prevenção contra ondas de calor no Rio

Inserido em 12 de janeiro de 2026
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Com a chegada do verão e o crescimento dos eventos climáticos extremos, o MPRJ reforça seu papel estratégico na gestão de riscos ambientais. Na última quarta-feira (7), o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema/MPRJ) participou de um exercício simulado voltado ao enfrentamento de ondas de calor, na sede da diretoria-geral de Defesa Civil do Estado.

O exercício serviu para validar o plano de contingência estadual, elaborado para prever cenários que exigem a integração imediata entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, concessionárias de serviços públicos e o MPRJ. Segundo a Coordenação de Proteção e Defesa Civil, as ondas de calor são classificadas como desastres pela Cobrade (Classificação e Codificação Brasileira de Desastres), o que demanda o emprego de aparatos institucionais para reduzir possíveis danos à sociedade. 

O treinamento foi direcionado aos integrantes do Grupo de Ações Coordenadas (Grac), estrutura que reúne agências e órgãos públicos para otimizar a resposta do Estado em situações de desastre. Representando o MPRJ, estiveram presentes os promotores de Justiça Zilda Januzzi e Vinicius Lameira, também coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente (CAO Meio Ambiente).

Durante a atividade, foram testados protocolos de crise em cenários de calor extremo, com foco especial em quatro eixos: saúde pública – planejamento para o aumento de demandas em unidades de saúde e proteção de populações vulneráveis; educação – protocolos para o funcionamento de unidades escolares sob temperaturas elevadas; infraestrutura – formas de diminuir os riscos de desabastecimento de água e sobrecarga na rede de energia elétrica; comunicação social – criação de um fluxo de alertas precoces para a população. 

As ondas de calor exigem um monitoramento contínuo e uma resposta coordenada para evitar o colapso de sistemas urbanos. Para os membros do Gaema, o exercício simulado permite identificar “gargalos” institucionais antes que a crise se instale de fato.  

“Considero de grande importância a participação do Ministério Público no último simulado de mesa, pois essa experiência fortalece a integração do MP com os demais órgãos de resposta a desastres. Além disso, permite que possamos contribuir com sugestões de aprimoramento das estratégias de resposta e colocar os recursos do MPRJ à disposição em caso de emergência, reforçando nosso compromisso com a proteção da sociedade e a defesa dos direitos fundamentais”, disse  Zilda Januzzi.