O ano era 2000. Enquanto o mundo vivia o frenesi da virada do milênio, o Brasil celebrava sua recente estabilidade política. Pela primeira vez, o voto eletrônico seria usado em todo o território nacional, e reinava a esperança de uma nova era democrática. Foi nesse cenário que teve início a trajetória de uma turma que marcaria para sempre a história do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro: os novos promotores de Justiça do 23º concurso da instituição. Vinte e cinco anos depois, cerca de 60 integrantes desse grupo se reuniram, na sede da Amperj, para comemorar a data da posse com uma programação repleta de emoção, espiritualidade e reconhecimento.
A celebração de uma missa, de caráter ecumênico, abriu o encontro, que reuniu colegas de mais de duas décadas de atuação no MP. Em sua fala durante a celebração, o presidente da Amperj, Cláudio Henrique Viana, destacou a importância da fé no exercício da carreira. “O cristão deve ser reconhecido pela sua fé e principalmente pelos seus atos. E nós, promotores de Justiça, temos a oportunidade de expressar isso todos os dias, por meio do nosso trabalho em favor da justiça, da empatia e do bem comum”, disse, ainda durante a cerimônia religiosa, ministrada pelo padre Marco Lázaro, capelão do MP.
Para a promotora de Justiça Lívia Cristan da Cás Vita, o momento foi carregado de simbolismo: “Tenho um carinho imenso por todos os colegas, só nós sabemos o quanto lutamos para conquistar esse lugar. Este encontro revive as emoções da nossa chegada ao MP. A palavra é gratidão: a Deus, aos colegas, à instituição. É um grande privilégio.”
Em seguida, veio um almoço marcado por abraços calorosos, risadas sinceras e homenagens emocionantes. Entre conversas animadas e brindes entusiasmados, a turma entoou um vibrante “parabéns”. A promotora Maria Cristina Kubitschek Cançado da Rocha Vianna Menezes traduziu em palavras o espírito do encontro:
“Nós, do 23º concurso, temos uma ligação que vai além do fato de termos ingressado no Ministério Público. É uma verdadeira fraternidade. Cada um com seu dom e seu temperamento, mas todos unidos por algo maior — inclusive na fé em Deus, que nos guiou ao longo do caminho. Mesmo com religiões diferentes, estamos irmanados na missão de promover a justiça.”