A promotora de Justiça Audrey Castro falou sobre a atuação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro no Tribunal do Júri do caso Marielle Franco. A convidada afirmou que a estratégia da instituição foi apresentar um discurso o mais imparcial possível.
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“O Tribunal do Júri é composto por membros da sociedade que são leigos e estranhos ao juiz, ao promotor, ao defensor. Não sabemos quem são essas pessoas. Então, a nossa ideia foi despolitizar o discurso, era mostrar que, independente de quem seja a pessoa, ela não pode ser vítima de um homicídio.”
No programa apresentado pela procuradora de Justiça aposentada Heloisa Carpena, a convidada, que é titular da Promotoria de Justiça junto ao 4º Tribunal do Júri da Capital, destacou a importância das provas técnicas.
“O que se viu é que a elucidação dos fatos dependeria de uma prova técnica e foi com base nela que se chegou aos executores. Nesse caso, as provas técnicas foram inovadoras, nunca tinham sido pedidas no Judiciário brasileiro. Eram baseadas em pesquisas na internet, em palavras-chave, nos laudos do ângulo de disparo e do posicionamento dos veículos. Essas provas confirmam que eles atiraram para matar quem estivesse dentro do carro.”
O “Amperj Convida” vai ao ar às terças-feiras e está disponível nos sites da Associação, da Rádio Roquette-Pinto e na plataforma de streaming Spotify.