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Revista Amperj: Foco na eficiência dos gastos

Nova gestão reduz despesas e incrementa lista de convênios

Inserido em 18 de agosto de 2021
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Por Roberta Pennafort

Quando assumiu a direção financeira da Amperj, em janeiro, Felipe Ribeiro tinha em mente quatro objetivos prioritários: redução das despesas administrativas, incremento do gasto com atividades-fim, aumento de parcerias com descontos e comodidades para os associados e melhora dos indicadores da Escola de Direito.

Aprimorar a gestão financeira da Amperj tem sido uma meta da nova diretoria. Passado o primeiro semestre, a avaliação é de que os esforços em prol de um bom custo-benefício do valor da mensalidade têm apresentado resultados. Os efeitos são sentidos no dia a dia, e as perspectivas para o segundo semestre são otimistas. “Algumas medidas relativas aos gastos administrativos já foram tomadas,como redução de pessoal, rescisões de contratos e alguns ajustes trabalhistas. Com isso, projetamos uma redução de 7% em gastos com despesas administrativas em relação ao previsto em janeiro”, avalia Ribeiro.

Para os investimentos na atividade-fim, especialmente nos benefícios oferecidos aos 1.245 associados e dependentes, a estratégia é ser cada vez mais exigente e cortar gastos evitáveis. “Como a gestão de uma associação como a nossa não visa necessariamente à formação de superávit, as medidas de redução administrativa vão possibilitar o seu remanejamento para o oferecimento de maior quantidade de serviços e comodidades aos associados”, explica o diretor financeiro.

“Em pouco tempo ampliamos o serviço odontológico, inserimos no portfólio cursos permanentes de filosofia, literatura e ‘mindfulness’. Contratamos um serviço de pesquisa jurisprudencial, começamos a repassar recursos para os colegas do interior do Estado e ainda qualificamos nosso serviço de comunicação, sobretudo nas novas mídias”, enumera.

Neste primeiro ano de gestão, em que houve necessidade de dispêndio com rescisões trabalhistas, a intenção é reverter a proporção de gastos de 40% em atividades administrativas e 60% com finalísticas 35%-65%. Até o fim do biênio, para 30%-70%. “Sem o impacto das rescisões, o ano de 2022 certamente será ainda mais promissor”, disse Felipe.

Um avanço tem sido a ampliação do número de convênios da Amperj, que oferecem serviços variados com descontos significativos. “A atual gestão entende que precisa buscar parceiros interessados em atrair clientes com o perfil econômico e cultural do associado e associada. Em seis meses, houve um aumento de 23% no número de convênios. Estamos melhorando a divulgação das parcerias, para que os associados tomem conhecimento das vantagens oferecidas”, diz o diretor.

Em relação à EDA, que está completando 25 anos e é motivo de grande orgulho para a Amperj, o empenho tem sido para reverter os resultados financeiros. A pandemia da Covid-19, que teve forte impacto na educação por conta da impossibilidade de se ter aulas presenciais, penalizou muito a Escola em 2020.

Em 2021, a EDA voltou com ânimo redobrado e muitos alunos novos, atraídos pela alta qualidade da formação oferecida on-line. “Precisávamos melhorar os resultados, que foram negativos em 2020. Realizamos uma verdadeira intervenção na EDA. Houve uma redução de 15% com despesas administrativas”, conta o diretor financeiro.

“A prestação do serviço passou a ser feita diretamente pela gestão da Amperj, sem intermediários contratados que ficavam com parte da nossa receita. Houve uma mudança importante na coordenação. Os professores foram sensíveis ao contexto financeiro e aceitaram reduzir em 15% o valor da hora-aula”, relata Felipe.

A expectativa agora é que a EDA termine 2021 com as finanças no positivo, sem risco de onerar os associados. Com tantas mudanças, ganharam os alunos. Serviços agregados, como envio de coletânea de jurisprudência, possibilidade de participação nos eventos culturais da entidade e sorteio de livros, hoje são uma realidade.

Outra novidade foi a parceria com a editora Lumen Juris, especializada em livros jurídicos, que prevê desconto de 50% sobre o valor de capa dos títulos do catálogo, e a publicação de dois títulos por ano indicados pela Amperj. “A EDA, enquanto negócio, deve funcionar como uma fonte de receita da Amperj, sem gerar qualquer impacto no preço de nossas mensalidades. Isso é uma obsessão desta gestão”, conclui o diretor.

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