Um crime que chocou o país está completando dez anos nesta quarta-feira (11). A juíza Patrícia Acioli, então titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada aos 47 anos. Onze policiais foram condenados pelo homicídio, motivado por vingança, pelo fato de ela ter decretado a prisão de PMs envolvidos com o crime organizado.
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Patrícia era conhecida pela combatividade. Foi defensora pública e depois prestou concurso para a magistratura. Na noite de 11 de agosto de 2011, voltava do trabalho para casa, em Niterói, quando seu carro foi alvejado por dois motociclistas. A juíza foi vítima de 21 disparos de armas de fogo.
Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos
Como uma forma de homenagem, o Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos foi criado em 2012, com o objetivo de perpetuar a memória da juíza e reconhecer trabalhos que se pautem pela defesa dos direitos dos cidadãos.
As inscrições da edição 2021 estão abertas até o dia 22 de agosto. São três categorias: práticas humanísticas, reportagens jornalísticas, trabalhos acadêmicos e trabalhos dos magistrados.
O procurador de Justiça Márcio Mothé exalta a memória de Patrícia e o escopo do prêmio. “Trabalhei muito tempo com Patrícia quando ela foi juíza auxiliar na 2ª Vara da infância. Naquela época, não havia tanta preocupação com os direitos humanos como na atualidade. Acho uma honra a Amaerj ter um prêmio na área com o nome dela, nada mais adequado.”
Para se inscrever no 10º Prêmio Amaerj Patrícia Acioli de Direitos Humanos basta acessar o link www2.amaerj.org.br/premio/ .