A Amperj vem a público esclarecer que o promotor de Justiça André Guilherme Tavares de Freitas, que na quarta-feira (12) tentou se vacinar contra a Covid-19, não usou de sua condição funcional para receber a dose do imunizante, e sim se apresentou como pai de um bebê autista.
Freitas se dirigiu ao posto do Jockey Club Brasileiro, mas não conseguiu se imunizar, mesmo após invocar a Lei Estadual 9264/21, que incluiu pais, mães e cuidadores de pessoas com deficiências intelectuais entre os grupos prioritários para a vacinação.
A técnica que o atendeu disse que ele não fazia parte do grupo prioritário, e não o vacinou, ainda que Freitas estivesse munido da documentação requerida: o laudo médico que confirma que seu filho tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sua certidão de nascimento.
Com a recusa reiterada, o promotor registrou ocorrência na delegacia da Gávea. Foi só nesse momento que se identificou como promotor de Justiça.