A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (FRENTAS) emitiu nota técnica como resposta às declarações do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), nessa segunda-feira (26/10) , que defendeu a realização de um plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição, sob o argumento de que a Carta Magna transformou o Brasil em um País ingovernável. Barros citou como exemplo o Chile, que foi às urnas no domingo (25/10) e definiu que uma nova Assembleia Constituinte deverá ser eleita para a criação de uma nova constituição do país.
O MP-PR (Ministério Público do Paraná), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), cumpriu mandado de busca e apreensão no último mês de setembro no escritório político do deputado federal e de sua esposa, a ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti.
A ação faz parte da operação Lava Jato e foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em novembro de 2019, depois da homologação de delações premiadas.
A investigação é para apurar supostos crimes de fraude na contratação de empresa de energia eólica, entre 2011 e 2014, quando Barros foi secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul. A denúncia é referente aos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Clique aqui, para acessar a nota técnica.