Uma comitiva de 15 procuradoras e promotoras de Justiça representou o Ministério Público do Rio no 3º Congresso Conamp Mulher, em Salvador, por uma comitiva de 15 procuradoras e promotoras de Justiça. O evento debateu os desafios, avanços e perspectivas da atuação feminina no MP. Entre os destaques da programação, estiveram a participação de Roberta Rosa em um painel sobre tecnologia e desenvolvimento das mulheres, e o lançamento do livro “A integridade do controlador: Programas de compliance do Ministério Público brasileiro”, de Marcela do Amaral.
Em sua fala no evento, Roberta ressaltou a necessidade de enfrentar a violência de gênero como uma questão estrutural e chamou atenção para os recortes sociais que atravessam essa realidade. “Quando analisamos as estatísticas, é importante olhar para essa realidade também a partir de um ponto de vista racial, porque na base dessa pirâmide estão as mulheres negras. Por isso, não podemos deixar de falar sobre a violência de gênero e a necessidade de olhar para quem está mais vulnerável. Precisamos levar essa mensagem para todos os espaços, com o compromisso de enfrentar essa realidade”, afirmou a promotora, que integrou a Comissão Científica do congresso pela terceira edição consecutiva.

Marcela celebrou o lançamento de seu livro, que reflete anos de pesquisa e dedicação ao estudo dos mecanismos de promoção da ética, da transparência e da integridade no âmbito do Ministério Público. “A proposta envolve o cuidado com o meio ambiente, a responsabilidade social e a boa governança institucional. O MP tem abraçado essa causa, voltando-se cada vez mais para essas questões e adotando essa ferramenta como um mecanismo de autogestão. Com isso, a instituição demonstra à sociedade que tem capacidade de estabelecer freios e limites para atuações individuais que, eventualmente, possam se afastar dos princípios que orientam e preservam a sua institucionalidade”. A obra também será lançada em um evento na sede da Amperj, na segunda-feira (24), às 17h.

Além desse livro, foi apresentada no congresso a obra “Direitos Humanos na Visão das Mulheres do Ministério Público”, da Conamp, para a qual Marcela, a procuradora Carla Araújo contribuíram.
A próxima diretora Social da Amperj, promotora Adriana Porto, também fez parte da comitiva fluminense. “É uma alegria ver o Ministério Público do Rio tão bem representado, participando de um espaço de aprendizado, escuta e reflexão. Nosso encontro fortaleceu ideias, ampliou perspectivas e reafirmou como é importante estarmos unidas”, disse.
O 3º Congresso Conamp Mulher ampliou o debate sobre liderança. inovação e equidade de gênero, abrindo espaço para um diálogo qualificado a respeito das dificuldades ainda enfrentadas pelo sexo feminino no sistema de Justiça. A expressiva participação de procuradoras e promotoras do Rio demonstra a importância da presença associativa em ambientes de troca de experiências e de projeção de uma instituição mais forte e justa.
O presidente da Amperj, Cláudio Henrique Viana, acompanhou as colegas no evento.








