Seis promotores de Justiça do MPRJ estão em uma imersão em Medellín, Colômbia, como parte de uma formação em enfrentamento à violência urbana: Bruno Gangoni, Claudia Turner, Fernanda Bahia, Michel Zoucas, Roberta Laplace e Victor Miceli. Reinaldo Lomba, que não viajou, também integra o programa. O curso reúne 38 profissionais das áreas de segurança pública e Justiça para discutir experiências e construir alternativas de médio e longo prazo para a realidade do Rio de Janeiro.
O grupo desenvolve propostas de enfrentamento ao domínio territorial de grupos criminosos no estado e engloba integrantes do Ministério Público, policiais militares e civis, juízes e servidores do sistema penitenciário.
Criado pelo Laboratório para Redução da Violência (Leme), em parceria com a Ebape/FGV (Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas) e a Universidad EAFIT, da Colômbia, o programa começou em março e combina formação acadêmica com projetos relacionados aos desafios da realidade fluminense.
“São profissionais que atuam em diferentes etapas do sistema de segurança e Justiça, e essa troca de experiências é fundamental para pensarmos o problema do domínio territorial por grupos criminosos”, afirmou Gangoni.
Um dos momentos de destaque da formação é a imersão em Medellín, na Colômbia, cidade que passou por um processo de transformação no enfrentamento à violência e registrou expressiva redução dos índices de homicídio ao longo das últimas décadas. Os participantes conhecem estratégias adotadas pelas autoridades locais, visitam territórios antes ocupados por grupos criminosos e analisam que medidas podem se aplicar no contexto brasileiro.
Para Gangoni, a experiência internacional contribui para conhecer outras políticas públicas e para construir soluções coletivamente. “A proposta é criar um ambiente em que diferentes instituições possam pensar juntas, com base em evidências e experiências concretas, políticas de médio e longo prazo para recuperar o controle territorial e reduzir a violência no nosso estado”, disse.