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Dicas de Patrícia Carvão para fim de semana vão de romance turco a suspense policial

Inserido em 20 de fevereiro de 2026
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O Museu da Inocência é uma série turca com nove episódios disponíveis na Netflix. A produção é baseada no romance homônimo de Orhan Pamuk, que buscou assegurar a fidelidade da adaptação à sua obra original. O título faz alusão ao hábito de guardar objetos para preservar memórias.

Ambientada na Istambul dos anos 70, a trama acompanha Kemal, um homem de classe alta que se apaixona perdidamente por uma prima distante, Füsun, de 18 anos. Os dois começam a se encontrar furtivamente, já que Kemal estava praticamente noivo de Sibel, moça que também pertence à alta sociedade. Os encontros, que surgem como um caso passageiro, evoluem para uma paixão obsessiva que desestabiliza Kemal por completo.

Como pano de fundo, temos o moralismo e os preconceitos que refletiam a sociedade da época. Durante os períodos de distância, Kemal guarda objetos de Füsun para preservar as lembranças dos momentos a dois. Tudo é memória; tudo é preservado e guardado. Há uma frase na série capaz de espelhar esse sentimento: “Todo encontro de um homem com um objeto é uma história”.

A fotografia é linda, especialmente nos últimos episódios, onde um vasto campo de girassóis ocupa a tela. A relação entre Kemal e Füsun nos envolve e nos arrebata o tempo todo. O que de fato sustentava o sentimento de cada um e os mantinha conectados apesar de todas as dificuldades? Seria apenas amor? Ou uma complexidade de afetos difíceis de definir? A série vale a pena ser assistida!

Já que falamos na Turquia, você que me lê por aqui já assistiu à série 8 em Istambul, também na Netflix? Achei interessante! São oito episódios que mostram recortes da sociedade turca por meio de mulheres de diferentes classes sociais. Apesar de reprimidas pela cultura do país — principalmente aquelas com menos recursos —, a série transmite a força do feminino, que luta para vencer dogmas religiosos, preconceitos estruturais e costumes complexos. É uma jornada para superar barreiras não só externas, mas também internas. O primeiro capítulo é um pouco arrastado, focado no diálogo entre uma paciente e sua psiquiatra, mas não desanime! Siga em frente.

Mudando de cenário, termino a coluna com a minissérie inglesa O Roubo (Joan, no original), com seis episódios, disponível no Prime Video. A trama acompanha Joan (interpretada por Sophie Turner, famosa por Game of Thrones), uma mulher que se vê em meio a crimes de alto valor. Sophie interpreta uma personagem ambígua que transita entre a fragilidade e a malícia, demonstrando uma habilidade única em lidar com a dualidade.

A série prende a atenção, e a narrativa tem muitas reviravoltas. O enredo não se limita ao crime em si, mas aborda confiança, lealdade e manipulação. A história também examina a relação entre aparência e realidade, já que os personagens constantemente tentam projetar algo que não são. O paradoxo da existência humana fica evidente o tempo todo.

Tomara que alguma destas produções lhe agrade! Até a próxima coluna!