O procurador de Justiça aposentado Sergio de Andréa Ferreira relembrou os primórdios do Carnaval do Rio de Janeiro em palestra no auditório Dr. Everardo Moreira Lima, na sede da Amperj, nesta quarta-feira (19). A exposição aconteceu logo após um almoço do grupo Reencontro dos Aposentados, marcado por uma animada tarde carnavalesca no restaurante da Associação.
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Na apresentação “Alô, alô, Carnaval”, Sergio de Andréa fez uma exposição sobre as origens da festa popular, suas raízes no entrudo português e como a folia aflorou em terras brasileiras. Durante sua fala, ele reproduziu trechos de marchinhas e prestou homenagens especiais a colegas de faculdade que foram compositores consagrados, como João Roberto Kelly, autor de “Cabeleira do Zezé”.
Entusiasta desta época do ano, Sergio de Andréa lembrou momentos icônicos do Carnaval, como um dos principais bailes de gala do Rio de Janeiro. “Eu estive no último baile do Theatro Municipal a convite do então procurador-geral de Justiça do Estado da Guanabara, Hermano Odilon dos Anjos. Neste dia, saiu uma baita briga entre os foliões!”, recordou de Andréa, com bom humor.
O procurador aposentado ilustrou a apresentação com cenas do Carnaval, desde os primeiros blocos de rua — “todo mundo de paletó e gravata”, observou — até os hits mais recentes da festa, como “Macetando”, de Ludmilla e Ivete Sangalo. Ele comentou que a irreverência sempre fez parte do espírito carnavalesco, fazendo um paralelo com “Eu quero é rosetar”, que no passado também flertava com a provocação.
A diretora de Assuntos Relacionados a Aposentados e Pensionistas da Amperj, Luiza de Mattos, agradeceu a Sergio de Andréa pela interessante e informativa palestra. “O Dr. Sergio de Andréa, além de ser um grande especialista em Direito Administrativo, tem um conhecimento vastíssimo de música e Carnaval. Foi uma apresentação rica em histórias”, afirmou a procuradora aposentada.
Integrante do Conselho Consultivo da Amperj, Luiz Sergio Wigderowitz elogiou a forma com que o colega compartilha sua bagagem cultural: “Ele tem uma cultura geral impressionante, entende um pouco de tudo e sabe como ninguém transmitir as informações de forma interessante”. A palestra terminou com chuva de confetes e serpentina, fazendo jus à irreverência do Carnaval.