A promotora de Justiça Bianca Mota falou sobre a gestão democrática do ensino público, educação inclusiva e o uso de celulares nas escolas, questões fundamentais para a educação, no episódio desta semana do podcast Amperj Convida. Titular da promotoria de Justiça da Tutela Coletiva da Educação do Núcleo São Gonçalo, ela é mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto.
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No programa apresentado pela procuradora aposentada Heloisa Carpena, a convidada tratou do uso de celulares nas escolas. “Hoje temos um movimento de regulação do uso do celular para que ele só ocorra nos casos em que as escolas consideram que ele possa ser útil ao processo de aprendizagem. Muitas delas estão vedando o uso em sala e isso tem sido benéfico para a concentração dos estudantes e para o trabalho do professor, que não precisa demandar tanto tempo proibindo os alunos de usar os aparelhos.”
Ela criticou ainda a contratação temporária por colégios públicos. “Temos recebido muitas notícias sobre a precarização do trabalho nas escolas, referente à ausência de concursos públicos não só para professores, mas para outros profissionais, como merendeiros e cozinheiros. A contratação temporária acaba sendo inconstitucionalmente a regra, muitas vezes. A ausência do servidor concursado traz danos não só ao nosso sistema jurídico, mas principalmente para a escola, porque o profissional temporário não forma vínculo com os estudantes.”
O “Amperj Convida” vai ao ar às terças-feiras e está disponível nos sites da Associação, da Rádio Roquette-Pinto e na plataforma de streaming Spotify.