Por Ana Carolina Borges
Filha de uma família simples de Aracaju (SE), Mayara Dantas, 28 anos, nutre há tempos o sonho de ingressar no Ministério Público. Formada em Direito desde 2016, a jovem estuda para concursos há quatro anos e, agora, prepara-se para o do MPRJ. Ela foi encontrar longe de Aracaju a preparação ideal. Com a modalidade à distância da Escola de Direito da Amperj, agora está mais confiante em conquistar uma vaga.

“Tenho gostado bastante da EDA, principalmente pela interação. Já imaginava que o curso seria muito bom por causa dos professores. Mas tem superado minhas expectativas”, conta Mayara. “O que mais me motiva a querer fazer parte do MP é a atuação institucional, até pelo papel que a Constituição lhe atribui. E o MPRJ, especialmente, é muito atuante, tem profissionais excelentes.”
A possibilidade de ter aulas on-line, surgida por conta da pandemia da Covid-19, atraiu para a EDA candidatos de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e de cidades do interior fluminense, somados aos cariocas.
As aulas, de segunda a sexta-feira, são em tempo real, em horário e dia marcados, mas mediadas pela tecnologia (plataforma Zoom). “Este modelo faz com que o aluno se sinta próximo e veja seus pares em sala de aula, ao mesmo tempo em que mantemos o distanciamento”, afirma a coordenadora pedagógica, Flavia Bahia, professora de Direito Constitucional da Escola desde 2006.
Quem não participa da aula ao vivo por algum motivo pode acessar o conteúdo na plataforma oferecida. “O vídeo é postado para que o aluno assista quantas vezes julgar necessário”, completa a professora.
Natural do Rio, Josiane Alves precisou se mudar para Mato Grosso em 2014, para assumir o cargo de defensora pública. A partir de sua convivência com promotores, interessou-se pela carreira. Depois de duas provas – para o
MPMG e MPBA -, ela se prepara para o certame do Rio na Turma Intensiva da EDA. Além da realização profissional, Josiane quer retornar ao estado para ficar perto da família.
“O curso à distância é proveitoso na questão do tempo e do conteúdo. É, também, uma oportunidade para aqueles que precisam conciliar trabalho com estudos”, considera. “Aqui, a Defensoria Pública funciona a partir de meio-dia. Então, tenho a parte da manhã para estudar. À noite, me dedico mais.”
Para a professora de Direito Penal Claudia Barros, na EDA desde 2003, a adoção do método presencial por vídeo foi uma das melhores iniciativas dos 25 anos da Escola. “Nós nos sentimos em um ambiente de sala de aula presencial mesmo, é fantástico”, avalia. “Acredito que o modelo à distância vá continuar a atrair alunos de cidades do Rio e de outros estados.”
O gaúcho Luiz Antônio Garcia, do curso de Carreiras Jurídicas da Escola, conheceu a EDA ainda na graduação, por indicação de seus professores. Há seis meses, tem se dedicado às aulas. “Escolhi a EDA em razão de todo o seu prestígio, já que atua no mercado há mais de 20 anos. Estando no Rio Grande do Sul, consigo cursar somente à distância.”

O renome da EDA se deve aos resultados: a Escola tem a maior taxa de aprovação do segmento. No concurso do MPRJ de 2019, 74% dos aprovados foram alunos. O corpo docente conta com membros do MP, juízes, procuradores, defensores públicos e advogados, uma equipe com larga experiência neste tipo de preparação.
Flavia Bahia, à frente da EDA por seis anos – foi coordenadora pedagógica de 2014 a 2019, retornando no início do atual mandato, em 2021 -, vê esta possibilidade de espalhar ensino de qualidade uma grande conquista. “É uma excelente notícia termos alunos das mais diversas partes do país. É uma expansão que conquistamos”, conclui.
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