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Centro de Memória do MPRJ e Amperj unem esforços pelos 80 anos da associação

Inserido em 5 de fevereiro de 2026
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No ano em que completa 80 anos, a Amperj está trabalhando junto com o Centro de Memória do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para resgatar documentos e passagens históricas que darão suporte à produção de uma revista comemorativa e a outras ações previstas para 2026. Na quarta-feira (4), o presidente Cláudio Henrique Viana se reuniu com coordenador, procurador de Justiça aposentado Márcio Klang, e a equipe técnica para combinar a colaboração na pesquisa dos arquivos e o acesso ao acervo, disponibilizado pela Amperj ao Centro em 2021.

Com mais de 16 mil itens catalogados, o acervo do Centro de Memória reúne documentos, fotografias, objetos, placas e registros históricos que remontam a 1880 e percorrem toda a trajetória institucional do Ministério Público fluminense. Atualmente, cerca de 2.100 itens estão disponíveis para o público na plataforma digital do MP-RJ, número que deve chegar a 3 mil até o fim do ano.

Ao longo dos anos, o material, que inclui documentação centenária da instituição, vem passando por um rigoroso processo de catalogação, higienização e digitalização, com uso de scanners profissionais e acondicionamento em caixas telescópicas, que protegem os documentos da luz e da deterioração. O conjunto revela a importância histórica do Ministério Público do Rio de Janeiro no cenário nacional, amplificada pelo período em que o estado foi capital do país.

Durante a visita, Márcio Klang apresentou ao presidente da Amperj os serviços oferecidos pelo Centro de Memória e o funcionamento da plataforma online, que reúne registros históricos desde o final do século XIX até os dias atuais. Uma das coleções de maior relevância está diretamente ligada à história da Amperj, fundada em 1946.

Para o presidente Cláudio Henrique Viana, o apoio do Centro de Memória será fundamental no resgate das passagens mais marcantes da entidade ao longo de suas oito décadas de existência.

“É uma história muito rica, que teve papel essencial na construção do Ministério Público do Rio de Janeiro, com sólidos pilares técnicos e éticos. Tenho certeza de que o Centro de Memória, um dos mais profissionais e organizados do país, será decisivo para valorizar esse percurso, celebrar os 80 anos da Amperj e destacar as personalidades que tornaram tudo isso possível”, afirmou.

Klang também relembrou os desafios enfrentados no início do trabalho de preservação do acervo para que hoje seja possível contar com uma plataforma completa e funcional e uma equipe altamente qualificada.  

“Quando começamos em 2017, não tínhamos uma reserva técnica. O material ficava em armários na nossa antiga sala no 7o andar do Edifício Navega sem tratamento adequado e desorganizado. Em 2019, ocupamos duas salas no 4o andar da Av. Nilo Peçanha 26, e a partir daí nosso acervo e espaço começaram  a aumentar. Hoje, contamos com especialistas, historiadores e arquivistas dedicados à preservação dessa memória, que é fundamental não apenas para a instituição, mas para o país”, concluiu Klang.